No último artigo explicamos o que é a metodologia STEAM, como surgiu e o que engloba. Falamos sobre como ela visa formar estudantes com uma gama variada de conhecimentos, que podem desenvolver e apresentar diferentes habilidades. Mas como a abordagem procura fazer isso? Por ser orientada a partir de projetos, ela promove a interdisciplinaridade, a colaboração, a inventividade e inovação, além de trazer o aluno à frente e dar a ele a liberdade de buscar e descobrir seus próprios interesses. Confira mais detalhadamente como isso funciona:
Interdisciplinaridade: como o próprio nome apresenta, o STEAM é a junção de cinco disciplinas; a ciência, a tecnologia, a engenharia, as artes e a matemática. Ele propõe o pensar como um todo, utilizando a união dessas áreas para a análise do objeto de estudo. Desse modo, ela acostuma o aluno a pensar além e a fazer conexões, transformando seu aprendizado em uma construção interdisciplinar.
Colaboração: a compreensão de um determinado objeto de estudo requer a indagação constante e a realização de testes, com erros e acertos. Para que a resolução de problemas aconteça, é preciso existir uma abertura ao pensamento divergente, que só é possível quando mais de uma pessoa trabalha junto. Por isso, essa metodologia torna os alunos mais envolvidos com o aprendizado uns dos outros e os ajuda a buscar soluções em conjunto.
Inventividade e inovação: ao permitir aos estudantes perceberem e criarem significados para si a partir de suas indagações, observações e deduções, eles se tornam mais curiosos a ir adiante e continuar a descobrir mais. É através dessa vontade e curiosidade que novas coisas são inventadas e outras são melhoradas, promovendo o criar de um modo natural. Além disso, por ser uma proposta afinada ao pensamento científico, ela estimula a curiosidade e incentiva as perguntas.
Protagonismo do aluno: por ser uma abordagem heterogênea que busca a solução de dúvidas e problemas, o aluno tem o papel central no ensino e se desenvolve a partir de um ciclo de reflexão, investigação, descoberta, conexão e criação. E como cada um tem sua própria bagagem, cada um tem também uma diferente forma de relacionar ideias e de agir. No entanto, para que esse protagonismo e liberdade de pensar ocorra, é indispensável que o professor realize a mediação e proporcione o apoio necessário para o crescimento e desenvolvimento do estudante.
Prática “Do it yourself”: diretamente relacionada à anterior, o STEAM promove uma prática “mão na massa”. Muito além da teoria, ele também propõe a ato de agir. O aluno descobre um conceito, relaciona-o com outros, pensa em como pode implementá-lo e coloca em ação para conferir o resultado. De posse do resultado, o aluno pode tanto satisfazer suas perguntas iniciais, como encontrar mais perguntas, e buscar outros resultados.